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Foie gras, o fígado da discórdia

Postado por Bruna Leite em 18/Oct/2014 - Sem Comentários

Foie gras. Mais cedo ou mais tarde este assunto teria que aparecer por aqui… E ele apareceu hoje, porque, já que estamos falando de culinária catarinense, não posso deixar de lado o foie gras. Produzido há bastante tempo lá em Pomerode pela Villa Germânia, de legítimos patos franceses da raça Mulard, ele é parte do dia-a-dia de muita gente na região.

foie gras

Mas vamos começar do começo… Em tradução literal do francês, foie gras significa fígado gordo. Esse fígado engorda mais do que o normal devido a uma alimentação especial, que pode ser forçada ou natural. E é aí que entra a maior polêmica em torno do foie gras. Só que antes de mais nada, é importante saber que os animais selecionados são de espécies específicas de patos ou gansos que possuem o organismo preparado para receber grandes quantidades de alimento, com o intuito de criar reservas e fazer longas migrações. Estes mesmos animais, na natureza, costumam dobrar o tamanho do seu fígado durante o Outono, em preparação para o Inverno. Portanto, não é qualquer pato ou ganso que pode ser criado para esta produção.

Em relação a alimentação forçada, vamos esclarecer: ela acontece duas vezes por dia para os patos, e quatro vezes ao dia para os gansos, apenas nos últimos 13 dias antes do abate (eles vivem 14 semanas soltos antes disso). Sendo que cada alimentação dura cerca de 5 segundos. Segundo os produtores, o processo é indolor e nenhum animal adoece ou sofre com isso.

Há também a linha da alimentação natural, onde os animais são criados 100% soltos, alimentando-se livremente. Isso é possível, pois, como disse acima, estas espécies se alimentam mais do que as outras naturalmente. O principal trunfo desse método é realizar o abate no início do inverno, quando já aumentaram consideravelmente o tamanho do fígado.

foie gras III

Algumas curiosidades:

Foie gras vem sendo feito desde o ano 2.500AC no Antigo Egito, que foi conhecido por séculos como o principal produtor;

– Hoje em dia a França é responsável por 80% da produção mundial, algo em torno de 18 mil toneladas por ano; Hungria, Bulgária e EUA vêm na sequência, somando quase 4 mil toneladas;

– Ele é considerado patrimônio cultural e gastronômico da França desde 2006.

Agora, diante de todo o exposto, preciso dar a minha opinião nisso tudo, não é? Eu entendo que a criação de animais é um meio de subsistência inerente ao homem, inevitável. Tal qual deve ser a constante busca pelo melhor tratamento de tais animais. Sendo assim, não acho que os patos e gansos criados para o foie gras passem por sofrimento. Tendo em vista que todo o processo continua sendo feito de forma artesanal, muitas vezes pelos próprios donos das fazendas.

Acredito, por outro lado, que os frangos de granja criados aos milhões aqui no Brasil são os verdadeiros mal-tratados, presos em galpões fechados, amontoados em pequenas gaiolas, com forte luz constante, impedindo que eles durmam e portanto, forçando-os a se alimentar o tempo todo, durante os dois meses em que estão vivos. Por uma ordem de gravidade, meu protesto vai para a criação de frangos e não para a produção de foie gras.

 

Enfim, o propósito deste texto não é convencer ninguém a apoiar ou não a produção de foie gras. Quero apenas te dar as informações completas para você decidir sozinho! Espero que eu tenha ajudado com isso 🙂

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Queijo tipo Grana, catarinense!

Postado por Bruna Leite em 16/Oct/2014 - Sem Comentários

Eu precisava reservar pelo menos um post essa semana para fazer propaganda (gratuita, na faixa, na amizade) do melhor queijo tipo grana do país, o catarinense Gran Mestri!

Gran Mestri 001

Fruto da parceria entre brasileiros e italianos para manter a fidelidade ao tradicional queijo grana do norte da Itália. A produção desde tipo de queijo é quase que artesanal, e requer muito tempo e dedicação. São no mínimo 12 meses maturando! E, para a minha surpresa, a Gran Mestri vai além, tem ainda as opções de 18 e 24 meses de maturação.O que resulta em um queijo de massa dura, paladar delicado e aroma levemente frutado. É excelente tanto para risotos, quanto puro. Além de acompanhar muito bem frutas e mel.

gran mestri 02

Uma dica muito especial para este queijo: nada de cortar em cubinhos para servir! O jeito certo é ir tirando “nacos” de queijo com essa faca especial, para ir ficando bem irregular mesmo! Se não tiver a faca, eles têm esse kit super bacana para vender:

gran mestri 03

O que eu posso dizer mais gente? Estou orgulhosa de um produto tão bom sendo produzido na minha terrinha! Para quem se interessou e quiser comprar, eles recomendam buscar nos supermercados ou entrar em contato através do site deles.

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Tappo Trattoria

Postado por Bruna Leite em 09/Oct/2014 - Sem Comentários

E para encerrar com chave de ouro a semana italiana aqui no blog, eu tenho que falar do meu restaurante italiano favorito em São Paulo: o Tappo Trattoria. Ele é bem discreto e pequenininho, quase passa despercebido na rua!

tappo

Super autêntico, todos os pratos são deliciosos!

tappo II

Mas eu tenho que confessar… Sempre que vou no Tappo só como o mesmo prato: o tagliatelle alla carbonara!

 

Tappo Trattoria

Rua da Consolação, 2967 Jardins São Paulo

http://www.tappo.com.br

Imagens: site Tappo Trattoria

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O Food Truck Francês

Postado por Bruna Leite em 01/Oct/2014 - Sem Comentários

Pára tudo! No meio dessa infinidade de food trucks que deixa a gente maluca sem saber qual escolher, tem um absolutamente imperdível: o Ned Crepes, ou como eu tenho chamado, o food truck francês!

Ele é perfeito para quem, como eu, está tentando levar uma semana mais light. Afinal, nada melhor do que fazer como as francesas e se jogar sem culpa no crepe, né? E olha como esse food truck é charmoso:

ned crepes IV

Para saber sobre a agenda do Ned Crepes, acesse o site www.foodtrucknasruas.com.br.